"Imortais"
"Por mais que a vida nos agarre assim
Nos troque planos sem sequer pedir
Sem perguntar a que é que tem direito
Sem lhe importar o que nos faz sentir
Eu sei que ainda somos imortais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for para onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for para onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes
É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer
Por mais que a vida nos agarre assim
Nos dê em troca do que nos roubou
Às vezes fogo e mar, loucura e chão
Ás vezes só a cinza do que sobrou
Nos dê em troca do que nos roubou
Às vezes fogo e mar, loucura e chão
Ás vezes só a cinza do que sobrou
Eu sei que ainda somos muito mais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se a minha vida for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se a minha vida for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes
É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu sei te dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer.
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu sei te dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer.
Uma letra de uma canção para muitos conhecida; mas que bem podem ser palavras sentidas no nosso coração, fácil e possível de ser o próprio Deus a segredar-nos essas mesmas palavras... Um Deus que nos quer tanto, que jamais saberia não nos ter, um Deus que espanta e surpreende a cada instante sempre que nos deixamos deslumbrar pela beleza daqueles braços abertos e daquele Coração trespassado. Um Deus que Se manifesta nas coisas belas e boas do nosso quotidiano; mas um Deus que Se revela também em agruras e lágrimas que não esperamos mas que acabam por "regar" o nosso próprio crescimento e nos fazer entender que mesmo nessa experiência de Cruz, n'Ele seremos sempre imortais...
E olhar os outros de frente, olhá-los bem fundo, no mais profundo da sua alma, não é caminho de vida e de amor? E sermos capazes, com a pureza do coração e a transparência da alma, dizermos àqueles a quem verdadeiramente o sentimos: "É que eu quero-te tanto; não saberia não te ter; é que eu quero-te tanto; é sempre mais do que eu sei te dizer"...
Custa reconhecer que somos humanos! Teoricamente "gritamos" essa verdade; porém, porque negamos a força dos afectos, a ousadia do coração, a beleza da ternura, a graça dos sentimentos nobres que nascem e renascem em cada um de nós, perdemos essa oportunidade de fazer esse outro sentir-se e saber-se único, especial, importante, insubstituível. Como nós o somos em relação a Deus.
Não, não basta partir do pressuposto que o outro "já sabe"! Ele tem de ouvir, ele tem de sentir, ele tem de experienciar, esse afecto, essa amizade, esse amor, que nutres por esse mesmo coração. Como Deus o faz connosco na força da Sua Palavra que não passa e, sobretudo, na Sua presença real e efectiva feita Pão de vIda eterna, caminho que nos transforma em imortais...
Será que não haverá alguém - e serão tantos talvez - aqueles a quem poderíamos segredar a letra desta mesma música... E porque esperamos? E porque teimamos no medo e na vergonha de dizermos que amamos, que sentimos, que somos humanos, que somos divinos, que somos imortais?!...

