sábado, 28 de julho de 2012

"É imitar-Te a Ti..."

"Eu sou jovem,
Eu sou novo,
Eu sou filho,
De Nosso Senhor.
Sou Paróquia,
Sou Carcavelos,
Sou diferente,
Quero ser melhor,
Caminhamos em frente,
Com um coração que sente
O peso de ser jovem,
Ser santo no presente,
Nós somos Carcavelos,
Ser Paróquia é imitar-Te a Ti.
Nós somos Carcavelos,
Ser Paróquia é imitar-Te a Ti.
Eu sou a diferença
De Nosso Senhor,
Irmão de Cristo, o melhor amigo,
O Salvador que trouxe a paz,
Eu sou o que sou,
Ninguém me mudará,
Filho do Senhor, cresço com os irmãos,
Da nossa Paróquia, até ao fim.
Eu sou Carcavelos, e digo sim,
Ao Amor de Deus,
Que encontro em Ti.
Nós somos Carcavelos,
Ser Paróquia é imitar-Te a Ti.
Nós somos Carcavelos,
Ser Paróquia é imitar-Te a Ti".

Um hino? Palavras? Uma simples canção?
Imensamente mais do que isso; são o sentir e o pulsar destes corações que no final desta "aventura divina" que foi o Kandandu 2012 expressaram desta forma a experiência que palavra alguma consegue transmitir ou explicar...
Uma música que consegue apenas balbuciar o indizível do coração.
Mas um hino que nos "orgulha" do caminho percorrido, dos corações entrelaçados, dos esforços entregues, dos suores derramados, dos cansaços feitos oblação.
Na verdade, creio que este "orgulho" é legítimo e é são; é positivo e derradeiro até...
Olhar esta juventude que se sabe e sente pertença da Igreja, de uma Comunidade, de Deus, desejosa de contagiar esta "Semana" a cada outro consegue maravilhar e preencher o coração de qualquer pastor.
Olhar cada olhar, do mais pequeno ao mais velho e perceber, e sentir, e pressentir, a paz e o sonho, a vontade e o desejo de irem mais além, inquieta e desassossega pois nos desinstala e faz erguer o olhar ao Céu para agradecer, embevecido, as maravilhas que Deus teima em fazer no meio de nós, dentro de nós...
Ser Paróquia, ser Igreja, ser discípulo é, simplesmente, e afinal, imitá-l'O a Ele, O Caminho, a Verdade e a Vida das nossas próprias vidas.
Perfumados da paixão por Jesus, saibamos ser dignos das graças derramadas sobre nós e, através de nós, e apesar de nós, seja Jesus a Karidade que desejamos viver e ser a cada instante...

sexta-feira, 27 de julho de 2012

"A Audácia de sonhar..."

Avançamos neste Caminho a que nos propusemos; os dias vão passando, o cansaço torna-se a cada instante mais visível, seja nos monitores seja em cada um dos monitendos...
É até já "palpável" o fim deste "Kandandu 2012" pois que as forças se vão esgotando, apesar de sentirmos o coração bem cheio, num "bater" diferente, numa ânsia "arritmada" e numa alegria deveras contagiante...
Teimamos nesta proposta aos outros e a nós de acreditar que o Caminho se faz caminhando e, nesse sentido, há valores e traços, marcas e desafios diante dos quais não podemos nem queremos ignorar mas, ao contrário, abraçar, viver para os poder partilhar e propor a cada outro.
A "Mansidão" de coração, no dia de ontem; a "Audácia" como lema do nosso dia de hoje, continuam a ser "ideais" a potenciar em cada um de nós a fim de percorrermos um Caminho que nos dignifique enquanto pessoas, enquanto cristãos, enquanto Comunidade, enquanto Igreja...
Esta "coragem", esta "ousadia" esta "audácia" de voar mais longe e mais alto; esta audácia de perceber que urge combater um "refrão existencial" como o "sempre foi assim" que paralisa os sonhos, ameaça a sobrevivência de projectos, corrói a rebeldia fecunda de quem percebe que o desassossego é o trilho a seguir para a renovação de todas as coisas...
Na verdade, não é raro vislumbrar na vida dos menos novos mas, infelizmente, também já nos corações mais novos, este "slogan" "castrador" de novos horizontes, de renovados projectos, de fecundas propostas que nos retirem dessa postura de anestesia, comodismo, medo e inércia em que nos deixamos cair simplesmente porque as coisas, a vida, a Igreja, o mundo, "sempre foi assim"!
Como seria a nossa vida, que sentimentos brotariam dos nossos corações se a "Audácia" de sonhar, a vontade de acreditar na força e no deslumbramento do "novo" nos arrebatasse as forças, as energias, o coração e a fé?
Porque persos e atolados nessas areias movediças do "sempre foi assim" quisemos que fosse a "Audácia" a proposta das nossas acções deste penúltimo dia de Acampamento de Verão dos jovens da nossa Paróquia.
Eles são novos demais para serem já "vítimas" e "consequências" dos imobilismos da nossa sociedade e da nossa Igreja; eles são grandes demais para se deixarem intimidar pela inércia e pelos mausoléus da ignorância e do medo com que são presenteados demasiadas vezes por aqueles que ocupam "serviços" e "cargos", por quantos mesmo na sua maior boa vontade se deixaram prender a um passado que já não volta e deixaram de olhar novos horizontes...
Intentar que cada um destes corações deixe de ter medo de se saber e sentir protagonista de um mundo, uma escola, uma sociedade, uma comunidade cristã, uma Igreja é o cainho a percorrer. Desafiar ao compromisso com o "novo", o "diferente", o "inseguro", a capacidade de sonhar, é a nossa aposta neste dia.
A História e a Igreja, as suas vidas, não precisam de gente - muito menos destes corações jovens - "aprisionados" a "sistemas", a "esquemas", a trilhos" e a "propostas" que não enchem nem preenchem o coração! O futuro é o nosso caminho. O Amanhã é o nosso horizonte. E avançar sem as "muletas" que até nos podem sustentar e assegurar que não caímos mas que nos impedem de correr, é decisão que havemos de fazer se acreditarmos que a "Audácia" não significa falsa ou prejudicial rebeldia mas, ao contrário, fecunda a nobre capacitação de talentos, assunção de responsabilidades geradoras de liberdade, ensina a beleza do inconformismo fora e dentro da Igreja, bem ao jeito do Evangelho...
Ser "Audaz", eis a proposta de hoje...
Para que o mundo e a Igreja creiam que não estão condenados ao imobilismo, ao situacionismo, mas são chamados à força e à libertação dos sonhos que pautam o nosso peregrinar.

terça-feira, 24 de julho de 2012

"Nobreza de coração"

                                       "Ó Deus, nosso Companheiro de viagem:
Um novo alvorecer aparece diante de nós.
Pedimos-Te que faças deste dia um dia de paz e de amor.
Que seja um dia onde Te fazemos
sorrir com o nosso trabalho,
a nossa dedicação e a nossa entrega.
Que os nossos passos sejam os Teus próprios passos.
Que o pulsar do nosso coração seja o palpitar do Teu Coração aberto por amor.
E que à noite,
o mundo se tenha transformado 
em algo de mais belo e de mais nobre".

Assim rezámos nós, os Monitores, enquanto os monitendos ainda bocejavam diante do dia que amanhecia; assim entregámos, como se da primeira vez se tratasse, mais um dia de acampamento, mais esta oportunidade de, na entrega de corações, trabalharmos a "palavra-chave" que guiaria o nosso dia: Nobreza.
Aquela Nobreza que não depende do "sangue azul" que corre ou não (claro que não) nas nossas veias; aquela Nobreza que não é gerada espontaneamente por causa do nome ou do apelido que herdamos; aquela Nobreza que não se conquista pela conta bancária que possamos ter, pela casa onde possamos morar ou pela marca das roupas que possamos usar, aquela Nobreza que não está presa ao sotaque ou ao timbre da nossa voz nem ao vocabulário mais ou menos elaborado que usemos na nossa linguagem!...
Somos desafiados a conquistar aquela Nobreza que é sinónimo de grandeza de coração, de profundidade de carácter, de assimilação consciente de valores que não dependem das modas, das culturas, das políticas ou das imagens e máscaras com que demasiadas vezes exigem nos apresentemos diante dos outros.
Chamados à Nobreza de vida interior, onde aquilo que importa e verdadeiramente conta é aquilo que somos e não aquilo que aparentamos ser!
Nobreza de sentimentos, apreendidos na beleza e na força do Evangelho, verdadeiro e definitivo Caminho para nos transformarmos em Homens Novos, capazes de "colorir" esta humanidade e esta Igreja com "cores" outras onde os homens se sintam atraídos e seduzidos a pertencer-lhe de alma e coração.
Nobreza de atitudes, onde revelamos uma postura e uma existência distinta de muitas que são pautadas pela mediocridade de critérios, de horizontes e de opções!
Nobreza nos sonhos e nas vontades, porque crentes que é no coração que se "joga" a felicidade humana, mais que na racionalidade que aprisiona, emudece, paralisa e desvia do essencial.
Hoje, pelas ruas e vielas de Belver, num jogo de vila, na passagem de variados postos, escutaremos os apelos à Nobreza das nossas vidas, que assentam na liberdade da obediência consciente e responsável, na escolha da humildade como riqueza do nosso peregrinar...
Terminaremos o dia - naturalmente já exaustos - após esta exigente caminhada marcada sempre por um calor indiscritível, com a celebração da Eucaristia. Aí louvaremos, agradeceremos e pediremos para que a Nobreza seja algo que não se reduz a uma "palavra" mas é um traço do "mapa" dos nossos corações...
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