"Perfume de Vida"
Páscoa.Páscoa, palavra, realidade "mágica", única, insubstituível, que torna a fé e a vida numa "primavera" revigorada, refrescada...
Páscoa, certeza que nos há-de comprometer, sempre mais, com cada companheiro de viagem. Vida Nova que havemos de transmitir e partilhar a todos quantos ainda não experimentam nem saboreiam a beleza e a força da Vida de Deus, da Vida que Deus é.

Páscoa, certeza que nos há-de comprometer, sempre mais, com cada companheiro de viagem. Vida Nova que havemos de transmitir e partilhar a todos quantos ainda não experimentam nem saboreiam a beleza e a força da Vida de Deus, da Vida que Deus é.
Páscoa, ponto de partida para quantos se dizem acreditar em Jesus Cristo e no Seu Evangelho. Partir, sempre de novo, ao encontro de cada rosto que ainda permanece mergulhado na solidão e no esquecimento dos outros, em cada coração que sente a angústia e o desespero de se saber sem esperança, sem oportunidade, sem paz, sem vida verdadeira!
Páscoa, ponto de partida para, como os discípulos de Emaús, com o coração a arder, regressarmos ao coração de cada homem e mulher e aí levar a força de Deus Ressuscitado.
Pensar que a Páscoa é o fim de um caminho, o terminar de uma etapa, será sempre tornar supérflua uma realidade "brutal" e inigualável.
Reduzir a Páscoa a um "porto" que se alcança porque se caminhou quarenta dias e aí permanecer "parado", "adormecido", "quieto" ou "manietado", será sempre reduzir a pouco aquilo que é muito, aquilo que é tudo!
Importa, como o discípulo predilecto, ver e acreditar.
Não chega, não basta "saber" o que é a Páscoa!
Temos que acreditar que esse mistério que nos ultrapassa se pode tornar "história", se deve tornar vida na vida de cada outro.
A fecundidade da manhã gloriosa da Ressurreição terá de oferecer ao mundo esse "odor", esse "perfume" do Jardim do Éden original, onde Deus Se passeia "de mão dada" com o Homem.
A Páscoa é essa renovada criação onde o Homem pode sentir a presença fecunda e real de um Deus que o ama, acompanha, liberta e salva, definitivamente.
A Igreja, Povo gerado no Amor Crucificado, é hoje essa "bálsamo" que serena, suaviza, pacifica a humanidade a caminho.
A Igreja é hoje a continuação desse sepulcro vazio e desse "grito" incansável de que o Amor vence. Vence definitivamente. E que apostar no "desamor" e em qualquer uma das suas muitas e diversificadas traduções, é perder a oportunidade da própria vida!
A Igreja que eu sou, que nós somos, tem essa missão sublime de "perfumar" este tempo e esta sociedade com essa Primavera Divina que é Cristo Ressuscitado. Missão que não é outra senão esta audácia de ousarmos olhar cada homem como um igual, como um irmão. Nesse sonho belo e feliz de um dia sermos todos, mas todos, a dizer do fundo do coração: "Pai Nosso...".

