domingo, 13 de novembro de 2011

"Chamados e enviados..."

Em dia de Domingo somos convocados à missão, ao apostolado, à urgência da evangelização, com estes muitos ou poucos talentos que Deus nos ofereceu. Diante de nós esta possibilidade de sermos chamados de servos bons e fiéis ou servos maus e preguiçosos!
Na verdade, num mistério imenso e indizível de amor, Jesus quis permanecer «dependente» da Sua Igreja, isto é, de cada um de nós! Somos as Suas mãos e os Seus pés; somos a Sua boca e o Seu coração; numa palavra, somos a Sua Vida. E essa é uma fantástica e comprometedora missão. Ao mesmo tempo que imensamente responsável. Porque Deus está «preso» à nossa disponibilidade, está «amarrado» aos nossos «sins» ou aos nossos «nãos». Porque Deus não avança, não abraça, não escuta, não ama, se a Sua Igreja - cada um de nós - se decidir a esconder os talentos que possui, se optarmos por permanecer em sonos e anestesias que «hipotecam» o Reino de Deus e a entrada nele de tantos e tantos que cruzam as suas vidas connosco.
E quem de nós não possui dons e talentos para os colocar a render?! Quem de nós não tem um coração capaz de se abrir e de se entregar à mais espantosa das aventuras que é, simplesmente, amar. Amar ao jeito de Jesus. Entregar-se ao jeito de Jesus...
E, por mais que nos entreguemos, que partilhemos, que sejamos generosos, que amemos, jamais poderemos afirmar que terminámos o trabalho de doação e de evangelização. Não há «idade de reforma» para esta aventura divina de sermos a vida, a voz, a vez, de Deus neste nosso tempo!
Há que escolher conscientemente se queremos ser estes servos bons e fiéis, que se entregam desmesuradamente ou aqueles outros, preguiçosos e apáticos, adormecidos e indiferentes à construção da «civilizaação do amor».
O que não fizermos, aquilo que não amarmos, será trabalho que permanecerá por fazer! Será sinal de que alguém ficou privado de Deus, do Seu Rosto, da paz do Seu Coração. Simplesmente porque nos demitimos da nossa missão, da nossa vocação de baptizados, da nossa tarefa eclesial.
Em dia de Domingo, como se fosse a primeira vez, ouve-se o apelo do Mestre: vinde coMigo e farei de vós pescadores de homens!
É tempo de lançar as redes para a «pesca»; o mundo, Deus, precisam imensamente de nós. Cinco talentos, ou dois ou apenas um, são «matéria» a pôr a render para que muitos outros façam a experiência admirável do encontro e da permanência em Deus e no Seu Reino...
Porque hesitamos?
Porque não arriscamos?
Este é o tempo; este é o nosso tempo...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

"Nada é impossível..."

"Por qué tengo miedo, si nada es imposible para Ti?
Por qué tengo miedo, si nada es imposible para
Ti?
Por qué tengo tristeza, si nada es imposible para Ti?
Por qué tengo tristeza, si nada es imposible para Ti

Nada es imposible para Ti
Nada es imposible para Ti

Nada es imposible para Ti
Nada es imposible para Ti


Por qué tengo dudas, si nada es imposible para Ti?
Por qué tengo dudas, si nada es imposible para Ti?


Enséñame a amar, porque nada es imposible para Ti
Enséñame a amar, porque nada es imposible para Ti
Enséñame a perdonar, porque nada es imposible para Ti
Enséñame a perdonar, porque nada es imposible para Ti
Nada es imposible para Ti
Nada es imposible para Ti

Nada es imposible para Ti
Nada es imposible para Ti

Tú te hiciste hombre, porque nada es imposible para Ti
Tú venciste a la muerte, porque nada es imposible para Ti
Tú estás entre nosotros, porque nada es imposible para Ti
Nada es imposible para Ti
Por qué tengo miedo, si nada es imposible para Ti?
Nada es imposible para Ti
Nada es imposible para Ti
 
Nada es imposible para Ti
Nada es imposible para Ti"

Quem escuta esta Irmã a cantar esta música não fica, de todo, indiferente! Quem ousar abrir os olhos da alma diante desta harmonia, desta «sinfonia» divina, percebe e crê que em Deus e com Deus, toda a vida se transforma, ganhando outros rumos e horizontes, acolhendo força e entrega, entusiasmo e confiança...
De verdade, nada é impossível para Ele. Deus, o Omnipotente revelado e entregue na omni-impotência de Jesus Cristo Crucificado é a raiz de todas as possibilidades quando a fé fraqueja, a dúvida nos invade, a apatia nos vence, a indiferença nos seduz e o desânimo nos asfixia!
Porquê ter medo?
Porquê duvidar?
Porquê hesitar?
Porquê essa teimosia em não nos entregarmos?
Porquê essas defesas que nos impedem de ir mais longe e mais alto?
Porquê permanecer presos a passados que jamais regressarão?
Nada é impossível para Deus. Nada. Absolutamente nada!
Basta confiar. Acreditar que o tempo de Deus nunca será o nosso. Entender que a paciência é a ciência, a arte de ter paz, a paz que é dom do Alto e que é essa que devemos pedir, «mendigar» cada momento do nosso viver.
E rezar. Sem desfalecer. Sem duvidar. Sem medos ou vergonhas. Rezar muito: Ensina-me a perdoar; ensina-me a servir; ensina-me a entregar; ensina-me a amar... Sempre. Sobretudo quando custa e dói, particularmente quando as coisas parecem não fazer sentido, quando a aventura do Reino de Deus se nos afigura demasiado distante!...
Rezar!
Porque nada é impossível para Deus!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

"Só por ti, Jesus"

"Só por ti, Jesus
Quero me consumir
Como vela que queima no altar
Me consumir de amor
Só em ti, Jesus
Quero me derramar
Como o rio se entrega ao mar
Me derramar de amor
Pois Tu és o meu amparo, o meu refúgio
És a alegria de minh'alma
Só em Ti repousa a minha esperança
Não vacilarei
E mesmo na dor
Quero seguir até o fim".
Ouvi cantar esta música vezes sem conta; a ela me associei no silêncio do meu cantar, no segredar da minha oração... Ela fala, ela diz, da atitude mais nobre que pode ter o coração do crente. Ela traduz a nossa sublime vocação, ela revela a "novidade" da fé em Jesus Cristo; ela afirma a vontade mais bela que pode conter a nossa alma...
"Só por Ti, Jesus..."!
Só esta simples frase nos faz entrar como que num extase de amor, de entrega, de doação, de oblação. Palavras simples e grandes simultaneamente que nos predispõem à interioridade, ao louvor, à entrega desmedida do que temos e do que somos Àquele que é o nosso Tudo, a nossa Paz, a nossa Vida.
E, por Ele, derramarmo-nos de amor, de serviço, de disponibilidade, de atenção ao outro, de gratuidade, de humildade, de partilha, de humldade. Por Ele, pela Igreja, onde estamos e a servimos, ousarmos ser estas "velas" que queimam no altar, que se derretem, se aniquilam, se gastam e desgastam...
Por Ele, pela Igreja, nossa Mãe, mesmo quando custa e dói, derramar-me de amor, nesse abandono confiante, como um rio se entrega ao mar. Por Ele, pela Igreja, ser este coração mendigo e despojado, ser esta vida errante e confiante, que se faz e desfaz no sonho de ser rosto de Jesus "manso e humilde de coração"!
Amá-l'O sem reservas; adorá-l'O verdadeira e profundamente, encarnando em nós a humildade do serviço à Igreja, não apenas naquilo que gosto mas no que ela precisa de mim e o que ela me pede em cada momento da vida, é caminho de paz que nada nem ninguém nos poderá roubar. É viver a fim de um dia escutar "Bem Aventurado", porque escolheste o amor como o tesouro do teu existir.
Um amor sem limites, com os traços e as marcas da Cruz, sempre que a perseguição, a mentira, a calúnia, e todas as demais formas e traduções de desamor vierem ao nosso encontro e serem "companheiros" de viagem! Trigo e joio que crescerão sempre conjuntamente! Mas que na "ceifa" definitiva cremos e sabemos ter escolhido a melhor parte.
"Só por Ti, Jesus"! Sempre! Sempre!
"Só por Ti, Jesus"!
Só por Ti Jesus, amarei e servirei a Igreja, mesmo quando ela rosto deformado do Teu Divino rosto. Mas sempre e só por Ti Jesus, quero-me derramar, derramar de amor...
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