"Porque Ele está connosco, Porque Ele está connosco
Enquanto o tempo é tempo, Nesta hora de violência,
Ninguém espere, para O encontrar, Pensemos que Ele vive, fala e sente
O fim dos dias... Em quem padece.
Ninguém espere, para O encontrar, Pensemos que Ele vive, fala e sente
O fim dos dias... Em quem padece.
Abrindo os olhos, Alerta, ó almas!
Busquemos o seu rosto e a sua imagem. Volvamos para Ele os nossos passos.
Busquemo-l’O na vida, sempre oculto Sigamos os seus gestos com que acena
No íntimo do mundo, como um fogo. Aos homens, sobre a cruz das grandes dores
Busquemos o seu rosto e a sua imagem. Volvamos para Ele os nossos passos.
Busquemo-l’O na vida, sempre oculto Sigamos os seus gestos com que acena
No íntimo do mundo, como um fogo. Aos homens, sobre a cruz das grandes dores
Porque Ele está connosco Porque Ele está connosco,
Nos dias de fraqueza, Tal como na manhã
Ninguém espere conservar o alento De Páscoa, não faltemos ao banquete
Sem O chamar... Do sangue derramado,
De mãos ao alto, Comamos do seu pão,
Gritemos para Ele a nossa angústia. Bebamos do seu cálice divino,
Prostremo-nos, orando, aos pés d’Aquele Sinal do seu amor até ao fim!".
Nos dias de fraqueza, Tal como na manhã
Ninguém espere conservar o alento De Páscoa, não faltemos ao banquete
Sem O chamar... Do sangue derramado,
De mãos ao alto, Comamos do seu pão,
Gritemos para Ele a nossa angústia. Bebamos do seu cálice divino,
Prostremo-nos, orando, aos pés d’Aquele Sinal do seu amor até ao fim!".
Que apaga em nós as manchas do pecado
Um hino da liturgia este que escolhi para ser o ponto de partida para a minha partilha de hoje; palavras que mereceriam mil comentários ou, talvez, nenhum, tal a beleza e a densidade de cada palavra inspirada e inspiradora que elas carregam e oferecem!Relembrei-o ao escutar o Evangelho de hoje e a radicalidade e ousadia a que ele nos desafia. Diante da proposta do Mestre da Nazaré, apetece ter medo, apetece dizer "não", apetece fingir que não se escuta, apetece endereçar essa mesma proposta a quem está ao nosso lado...
Todavia, e para ser possível e viável arriscar nesse desafio divino, só com o nosso olhar bem fixo no olhar de Cristo e Cristo Crucificado conseguiremos balbuciar, sempre timidamente, um "sim"!
No meio de tantas ofertas bem mais facilitistas e simplistas, rodeados que estamos de testemunhos sociais e mesmo eclesiais, anti-evangelho do Reino, quando somos "bombardeados" com posturas e comportamentos, opções e critérios ligeiros e medíocres, não raras vezes provenientes do seio da própria Igreja, importa buscar o Seu rosto e a Sua imagem!
Só aí a verdadeira e profunda escola de humanidade e de eclesialidade, de verdade e de comunhão autênticas. Apenas contemplando esse rosto cuspido, ensanguentado, rejeitado e "amaldiçoado" poderemos ser homens e mulheres de verdade, cristãos dignos desse nome poderoso!
Porque não nos convertemos?
Porque não nos transfiguramos?
Porque não escutamos a Palavra como se fosse dirigida a nós verdadeiramente?
Escutamos, lemos, meditamos, mas sempre a pensar que seja algum outro a dar o primeiro passo, sempre convencidos que cada outro é que tem de mudar, de se converter! Podemos até gostar, amar mesmo, a Palavra ou as palavras sobre a Palavra, mas sempre convictos que elas se destinam a alguém que não a nós!
Não há pobreza maior; não há ilusão maior; não há mentira maior!
"Sigamos os seus gestos com que acena aos homens sobre a cruz das grandes dores"!
Sigamos de olhar erguido para Aquele que nos chama e nos quer mais que ninguém; sigamos de coração aberto e confiante diante d'Aquele que abraça uma Cruz por um Amor que não se escreve, não se diz, não se canta, simplesmente porque ultrapassa o indizível!
Não, ninguém se engane!
Ninguém espere conservar o alento, ninguém procure a paz, ninguém busque ser feliz de verdade, ninguém se julgue Igreja de Jesus Cristo, se não fizer d'Ele a raiz e a causa da sua vida!
Podemos falar imensamente de Deus, podemos escrever todos os dias sobre Ele, mas podemos, ao mesmo tempo, estar longíssimo do Seu Coração!
Se é a aparência que nos guia, se são interesses mesquinhos e mundanos o que nos faz correr, mesmo na Igreja, seremos sempre os mais tristes dos homens!
Há um único caminho: beber do Seu Cálice divino, isto é, beber, viver, da Sua Paixão!
Como afirmava há dias o Senhor Patriarca na JMJ 2011, duas coisas são indispensáveis para sermos felizes: saber abraçar a Cruz e saber amar! Saber e querer!
Sabemos?
Queremos?

