"Aventura divina"
Estamos muito perto de iniciar, objectivamente, esta aventura divina denominada JMJ 2011. Daqui a algumas horas, cerca de 300 jovens desta Paróquia pôr-se-ão a caminho rumo a Madrid para se encontrarem com milhares de outros jovens, provenientes de todas as partes do mundo, para em comunhão com Pedro, com Bento XVI, testemunharem a alegria da fé, a força da Igreja, a beleza da juventude, a ousadia da irreverência, a esperança num mundo e numa Igreja mais ao jeito de Cristo Jesus.
É claro que toda esta «azáfama» poderá redundar num simples e mero encontro de pessoas, num super evento juvenil; mas é mais claro, mais certo e mais seguro que, também esta JMJ 2011, a exemplo das anteriores, será um poderoso e inesquecível encontro com Deus vivo, presente na Sua Igreja; será um tremendo testemunho para o secularismo que grassa nas nossas cidades; será uma gota de esperança valiosíssima neste mar marcado com os traços dos múltiplos desesperos que dominam incontáveis corações.
Levar cerca de 300 jovens a viver uma experiência singular como esta não é tarefa fácil; a alguns dos jovens da Paróquia foram dadas grandes responsabilidades. A alguns deles foram confiadas grandes missões. São os «Responsáveis» de Equipas e da Organização enquanto tal. E a entrega destes mesmos jovens, o seu testemunho de serviço, de entrega, de abnegação, de compromisso, são verdadeiramente invejáveis num tempo e num mundo - e tantas vezes numa Igreja - marcados pelo egoísmo, pelo facilitismo, pelo endeusamento de si mesmos.
Só Deus e o Seu Coração de Amor conseguirão saber as horas, o tempo, a caridade, o esforço, que foram fazendo no silêncio e na discrição, ao longo destes muitos meses de preparação.
Para mim ficarão sempre como testemunho credível de serviço e de amor à Igreja na entrega de si próprios que me foi dada ver, viver, presenciar, acompanhar, incentivar.
Acredito que para já, para estes jovens a quem foram dadas tamanhas responsabilidades não esquecerão tão depressa o qu significa «serviço», «entrega», «oblação», «cruz», «lava-pés»...
Acredito que no final das JMJ muitos outros regressarão entusiasmados de tal forma que «pegarão fogo» a este Estoril, às suas famílias, à Paróquia enquanto tal... o Fogo do amor, o Fogo da entre-ajuda, o Fogo da caridade, o Fogo da verdade, o Fogo da alegria, o Fogo da Fé genuína e profunda, que demasiadas vezes desaparecem do nosso quotidiano.
Um pedido a quem ler estas palavras: a fecundidade e o êxito da Jornada Mundial da Juventude depende apenas da intensidade da nossa oração e dos nossos sacrifícios. E aí, aí, todos somos poucos para nos deixarmos envolver nesta aventura divina que é de toda a Igreja.
Peço a vossa oração, os vossos sacrifícios, a participação da Eucaristia, as vossas Comunhões, pelos frutos evangélicos desta experiência irrepetível.
Todos sairemos a «ganhar» com o entusiasmo, a vitalidade, a santidade, com que os nossos jovens regressarem; por isso mesmo, queridos amigos leitores, rezemos. Rezemos muito. Que esta seja uma semana forte e profundamente marcada pela oração. Oração pessoal, oração familiar, oração comunitária...
Em Madrid ter-vos-emos a todos presentes. Pessoalmente oferecerei cada oração, cada momento, cada passo, cada Eucaristia, pelo Estoril e para que todos possam beneficiar da eficácia e fecundiade espiritual da Jornada Mundial da Juventude.
Vou com os jovens. Será a minha última actividade como Pároco do Estoril. Mas levo-os a todos bem cá dentro do coração. Sabem bem disso...
Se puder, desde Madrid, irei partilhando o que vão sendo estes dias de Graça e de Bênção...


