"Cor de Sangue, cor de vida"
A liturgia presenteou-nos dois dias seguidos com a celebração de dois mártires da Igreja: Sta. Edite Stein e S. Lourenço. Muito distantes historicamente falando, tão próximos nas atitudes do coração. Vidas que não se deixarem intimidar pelas forças dos seus mundos contemporâneos, vidas que ousaram obedecer antes a Deus do que aos homens, vidas que verdadeiramente encontraram em Jesus de Nazaré a sua «pérola preciosa», vidas que se deixaram arrebatar total e incondicionalmente pela «loucura» do Evangelho até por ele derramarem a última gota de sangue...

A celebração de um mártir é, para mim, sempre, um poderoso e incomodativo desafio; é um apelo forte e veemente à coragem, à luta contra todas as formas de comodismo e instalação, é provocação à rotina e habituação em que demasiadas vezes assentamos a nossa fé!
O Verão, este tempo que nos é dado viver, é sempre uma «ameaça» à pureza e à beleza da nossa fé e da nossa paixão por Cristo; com demasiada facilidade O relevamos para um plano secundário, convencidos que temos «direito» a fazer férias de Deus, da radicalidade do Evangelho, da fidelidade a um projecto que custou o Sangue derramado de Jesus Cristo.
Daí que este dom da celebração de Santos Mártires seja algo de profundamente benéfico para o nosso peregrinar. Essas vidas relembram que para Deus não há «férias», «intervalos» ou «pausas» mais ou menos prolongadas! Desafiam à renovação constante da fé, interpelam permanentemente à nossa adesão a Cristo, provocam inércias, apatias, sonolências e preguiças!
Olhar o encarnado dos paramentos com que celebramos as festas ou as memórias dos Mártires deveria ser sempre um poderoso e eficaz meio de recomeçarmos a nossa aventura de amor a Cristo e à Igreja. Independentemente daquilo que já fizemos, já rezámos, já demos, já dedicámos!
Um encarnado que nos desvela sempre mais o Mistério belo e sublime da Cruz, que nos dá a certeza da capacidade de fidelidade ao bem maior que é Cristo e Cristo crucificado. Um encarnado que é símbolo do Amor maior, da generosidade maior, da entrega maior, da vivência maior: o Amor, sempre o Amor, ainda que, não raras vezes, ele comporte essa dimensão humanamente nada apetecível do sangue derramado, da vida partilhada, do coração oferecido! Sempre! Sem regatear.
Diante de nós, pois, uma estrada imensa para caminharmos.
Diante de nós, um caminho infindável para desejarmos percorrer a fim de nos tornarmos autênticos discípulos de um Mestre irresistível.
Quando nos parece que nada há de novo para dizer, fazer ou vivenciar, eis que o sinal da Cruz nos dá essa possibilidade de fazer novas todas as coisas; eis que podemos - e devemos - descobrir e redescobrir - novos trilhos de vivência profunda da fé que dizemos professar na liturgia que celebramos.
Um apelo, um desafio que deixo: guardarmos uns minutos para contemplarmos, como se da primeira vez se tratasse - a Cruz e nela o Senhor da Vida crucificado e morto. E nessa contemplação pedirmos o dom da paz e da verdade aos nossos corações. A Igreja transfigurar-se-ia; o mundo seria, necessariamente, diferente!
Porque a cor do Sangue de Cristo é a cor da vida verdadeira e em abundância.
O Verão, este tempo que nos é dado viver, é sempre uma «ameaça» à pureza e à beleza da nossa fé e da nossa paixão por Cristo; com demasiada facilidade O relevamos para um plano secundário, convencidos que temos «direito» a fazer férias de Deus, da radicalidade do Evangelho, da fidelidade a um projecto que custou o Sangue derramado de Jesus Cristo.
Daí que este dom da celebração de Santos Mártires seja algo de profundamente benéfico para o nosso peregrinar. Essas vidas relembram que para Deus não há «férias», «intervalos» ou «pausas» mais ou menos prolongadas! Desafiam à renovação constante da fé, interpelam permanentemente à nossa adesão a Cristo, provocam inércias, apatias, sonolências e preguiças!
Olhar o encarnado dos paramentos com que celebramos as festas ou as memórias dos Mártires deveria ser sempre um poderoso e eficaz meio de recomeçarmos a nossa aventura de amor a Cristo e à Igreja. Independentemente daquilo que já fizemos, já rezámos, já demos, já dedicámos!
Um encarnado que nos desvela sempre mais o Mistério belo e sublime da Cruz, que nos dá a certeza da capacidade de fidelidade ao bem maior que é Cristo e Cristo crucificado. Um encarnado que é símbolo do Amor maior, da generosidade maior, da entrega maior, da vivência maior: o Amor, sempre o Amor, ainda que, não raras vezes, ele comporte essa dimensão humanamente nada apetecível do sangue derramado, da vida partilhada, do coração oferecido! Sempre! Sem regatear.
Diante de nós, pois, uma estrada imensa para caminharmos.
Diante de nós, um caminho infindável para desejarmos percorrer a fim de nos tornarmos autênticos discípulos de um Mestre irresistível.
Quando nos parece que nada há de novo para dizer, fazer ou vivenciar, eis que o sinal da Cruz nos dá essa possibilidade de fazer novas todas as coisas; eis que podemos - e devemos - descobrir e redescobrir - novos trilhos de vivência profunda da fé que dizemos professar na liturgia que celebramos.
Um apelo, um desafio que deixo: guardarmos uns minutos para contemplarmos, como se da primeira vez se tratasse - a Cruz e nela o Senhor da Vida crucificado e morto. E nessa contemplação pedirmos o dom da paz e da verdade aos nossos corações. A Igreja transfigurar-se-ia; o mundo seria, necessariamente, diferente!
Porque a cor do Sangue de Cristo é a cor da vida verdadeira e em abundância.
