"Olhar-te (sempre) mais um pouco"
"Olhar-te um pouco
Enquanto acaba a noite
Enquanto ainda nenhum gesto te magoa
E o mundo for aquilo que sonhares
Nesse lugar só teu
Olhar-te um pouco
Como se fosse sempre
Até ao fim do tempo, até amanhecer
E a luz deixar entrar o mundo inteiro
E o sonho se esconder
Nalgum lugar perdido
Vou procurar sempre por ti
Há sempre no escuro um brilho
Um luar
Nalgum lugar esquecido
Eu vou esperar sempre por ti
Enquanto dormes
Por um momento à noite
É um tempo ausente que te deixa demorar
Sem guerras nem batalhas pra vencer
Nem dias pra rasgar
Nalgum lugar perdido
Vou procurar sempre por ti
Há sempre no escuro um brilho
Um luar
Nalgum lugar esquecido
Eu vou esperar sempre por ti".
Foste importante demais, decisivo sobremaneira, marcante quanto baste, amor que me preencheu profundamente, tempo e espaço que me envolveu absolutamente...
Foste sonho e foste festa, foste angústia e foste medo, foste anseio e foste paz, foste alegria e foste extase, foste lágrima e foste gargalhada... foste vida da minha vida. E agora "sem guerras nem batalhas", num olhar para trás, num repensar tudo quanto se viveu, esta sensação, melhor, esta certeza, que vou procurar sempre por ti...
Estoril, homem e mulher, criança e jovem que foste a razão do meu ser e do meu viver, vou pensar sempre em ti. Esperar sempre por ti, ou seja, desejar que nunca te esqueça, jamais te menorizar...
Foram horas, foram dias, foram meses, foram anos... de caminho, mais devagar ou mais rápido, de mãos e corações dados, com mais ou menos intensidade, mas foram ,afinal, a tua e a minha vida entrelaçadas e unidas por Deus e pela paixão que por Ele temos.
Assim, esteja onde estiver, em qualquer um lugar esquecido, vou lembrar-me sempre de ti. Sei bem, sinto-o desde já, a saudade que me invade, que me domina, quase me vence! Assim, esteja onde estiver, com quem estiver, sei e sinto que jamais te apagarás desta minha alma e deste meu coração...
Estoril, Estoril, mais das gentes que das praias ou do mar, mais das pessoas que das ruas ou avenidas, mais dos corações que dos edifícios e da história, nalgum lugar, estarás sempre comigo. Porque tu és eu e eu sou tu...
