"Estou à tua porta a bater... se abrires entrarei para ficar"!
Estamos apenas a uma semana daquela Noite mais brilhante que o sol!
Alguns breves dias nos separam daquele momento indizível que transfigurou a história dos homens, que alterou, inclusive, a forma de contar e olhar o tempo!
Natal, realidade maravilhosa que se vislumbra num horizonte já tão próximo, tão real...
É Deus, que Se apresenta, de novo, pobre e frágil, simples e despojado, diante das nossas riquezas estéreis, diante das nossas futilidades endeusadas, diante dos nossos "nadas" para podermos ser, verdadeiramente, "tudo"!É Deus que, decididamente, arrisca encontrar-Se com cada um de nós, apesar de sermos assim!
"Eu estou à tua porta a bater... se abrires entrarei para ficar"!
Como não escutar?!
Como não ousar?!
Como permanecer apático?!
Como fingir que não é comigo?!
Como desviar o olhar?!
Como endurecer ainda mais o coração?!
Como não ficar espantado, maravilhado, surpreso, diante do inimaginável?
Deus, à minha porta, da minha alma, do meu coração, a bater, a pedir para entrar, a suplicar seja Sua morada!...
Deus na Sua glória, na Sua majestade, no Seu poder, na Sua totalidade, a mendigar a minha fragilidade e pequenez, a suplicar a minha humildade e humanidade, para a preencher de omnipotência e de eternidade!
Abrem-se, diante de nós, as nuvens; chove-nos o Justo; o Desejado é enviado a vida e à história, simplesmente, para entrar, e permanecer, e cear comigo!
É uma "luz pequenina" que importa deixar brilhar!
É um "abraço forte que me conforta" que sobre mim quer descer, acontecer!
É Deus que me sussurra, no turbilhão e na voragem dos ruídos e dos barulhos deste tempo: "Eu estou à tua porta a bater... se me abrires entrarei para ficar"!
Que posso responder?
Vinde, Senhor, e salvai-nos!
Vinde depressa, Senhor, e salvai-nos!
