"Um sopro, um brilho..."
"Eu sinto que vem do céu
Um sopro leve,
Um vento quente que nos aquece,
Um sopro vivo que vem de Deus.
Um vento que acalma o ser
Do mesmo modo que o mar se acalma
Logo que as ondas se vão deitar
Eu sinto que vem do céu
Um amor imenso
Que se transforma em nuvens de incenso
Um amor suave que vem de DeusUm amor que nos transforma e alumia
Tal como a noite dá a vez ao dia
Quando as estrelas se vão deitar".
Não se consegue negar que «paira» no «ar» que nos rodeia algo de novo, de diferente, de gozoso, de encantador.
Há um brilho no olhar, no sorrir, no andar, no viver.
Se nos atrevermos a perscrutar que «brisa» ou que «sopro» nos envolve, depressa perceberemos a Fonte dessa força e dessa beleza que nos quer contagiar a todos: Deus.
Adolescentes, jovens, acabados de chegar dos Campos de Fé(rias), trazem tatuados no coração os sentimentos próprios de quem se deixou encontrar e arrebatar por Deus. Eles são a tradução mais perfeita e e actualizada desse «amor que nos transforma e alumia», desse «amor suave que vem de Deus». Eles são a certeza da nossa aposta, a paz e a verdade que outros ventos teimam roubar-nos, a transparência e o sonho que deixámos de abraçar. Eles revelam aquela profundidade e aquela alegria que perdemos com facilidade. Eles são a harmonia bonita apesar das suas fraquezas, rebeldias e fragilidades.
Eles são «vento quente que nos aquece», são «aragem serena que nos refresca», «vento que acalma o ser e envolve a alma».
Saber ser, querer ser, aprendiz desse «vento», desse «sopro» que esses nobres corações nos oferecem!Perceber, acreditar, aceitar, que nós adultos podemos também ser cumplicidade dessa alegria e dessa «garra», sempre que nos despimos das roupagens da aparência e da imagem que nos envolve, seduz e vence!
Tornar a crer no coração. Nesse santuário de vida verdadeira, nessa torrente de humanidade e de gozo que podem transformar-nos em «novidade» permanente para o mundo que nos rodeia.
Tornar a crer nos afectos, na ternura, nos sentimentos. Derrubando muralhas e construindo pontes, para que Deus nos olhe e possa, simplesmente, sorrir.
Brilho novo no olhar, no andar, no viver, que tem a potencialidade de nos contagiar a nós; a outra possibilidade é a de sermos «apagadores» desse «fogo» que nos arde bem diante dos olhos. O medo ou a ousadia, o comodismo ou a aventura, a inércia ou o compromisso, são os trilhos que havemos de percorrer.
Qual será a nossa escolha?
Qual será a nossa escolha?
Porque, com mais ou menos consciência, teimosamente, permanecerá sobre nós "um sopro leve, um vento quente que nos aquece, um sopro vivo que vem de Deus".

